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Baiana, Cordel, Karina, Tulipa. O Brasil no FMM Sines 2018

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15 Maio 2018

A 20.ª edição do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo, marcada para 19 a 28 de julho de 2018, em Sines e Porto Covo, traz uma forte representação brasileira.

Depois de uma paragem de oito anos, o Cordel do Fogo Encantado está de volta aos palcos e Sines faz parte do seu regresso. Uma nova jornada em que Lirinha, Clayton Barros, Nego Henrique, Emerson Calado e Rafael Almeida surgem com um novo disco, "Viagem ao Coração Do Sol", em cuja abertura se escutam as palavras que servem de mote à nova vida do grupo: "Se somos livres, por que vivemos acorrentados por todos os lados?" Criado em ano 1997, em Arcoverde, sertão de Pernambuco, Nordeste brasileiro, o Cordel trouxe para o rock brasileiro o teatro, a poesia oral, a escrita dos cantadores e os ritmos afro-indígenas da região. Vozes, violões e percussões com vontade de "rasgar o casulo em busca da Liberdade".

Outra artista brasileira confirmada no FMM Sines 2018 é Karina Buhr. Nascida em Salvador da Bahia, aos 8 anos mudou-se para Recife, onde, em 1992, começou a cantar e tocar no grupo de maracatu Piaba de Ouro e depois no grupo Estrela Brilhante do Recife. Cresce a partir daí uma intensa carreira como cantora, compositora, percussionista, poeta, cronista, atriz e ilustradora. Radicada em São Paulo desde 2003, uma mulher dos sete ofícios que só lançou o seu primeiro disco a solo, "Eu Menti para Você", em 2010. "Selvática", lançado em 2015, o seu último registo, é veículo para letras que dão opinião, irónicas, e cheias de vontade de botar a mão na massa das causas que a movem, como os direitos das mulheres.

Depois de em 2017 o seu concerto no FMM ter sido cancelado, 2018 será o ano da estreia de Tulipa Ruiz em Sines. Tulipa chega a Sines no rasto do sucesso de "Dancê", o seu terceiro álbum. Um disco "para ouvir com o corpo" que mereceu o Grammy Latino para melhor álbum pop de 2015 e foi considerado pela Apple Music melhor álbum pop-rock em português desse mesmo ano, entre outros reconhecimentos. A paulistana (com um pouco de mineira) Tulipa Ruiz canta, compõe e ilustra. É uma das artistas em que a nova música brasileira mais confia, uma autora de influências seguras - Zezé Motta, Meredith Monk, Joni Mitchell. Música de dança - Tulipa prova-o - não tem de ser música de cedência.

A estes três nomes junta-se BaianaSystem, já anteriormente anunciado. Criado em 2009, em Salvador da Bahia, BaianaSystem é um sound system jamaicano na capital da cultura afro-brasileira. Promove o encontro da guitarra baiana, de onde surgiu o trio elétrico, com a mais genuína expressão da música de rua jamaicana. A ideia, que pertenceu a Roberto Barreto, guitarrista, foi pôr a guitarra na frente, a dialogar com a voz. A ele juntaram-se Marcelo Seco, baixista e produtor, Russo Passapusso, o homem do sound system, e Filipe Cartaxo, artista visual. O leque de influências enriquece-se com frevo, samba-reggae, pagode, cumbia, kuduro, entre outros estilos. BaianaSystem é África, Brasil, Caraíbas e, definitivamente, outro Carnaval.

Ver todos os grupos já confirmados em www.fmmsines.pt/pages/965.

Foto do topo: Karina Buhr (c) Daryan Dornelles