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FMM 2018: Conheça o alinhamento completo

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21 Maio 2018

Está completo o programa de concertos do 20.º FMM Sines - Festival Músicas do Mundo, o festival da música com espírito de aventura, que se realiza entre 19 e 28 de julho de 2018, em Porto Covo e Sines.

Para esta edição comemorativa estão programados 59 concertos, o maior alinhamento musical de sempre, a que se irá somar um programa de iniciativas paralelas nas várias áreas da expressão artística.

A escolha dos artistas foi guiada pelos princípios de sempre: erguer pontes entre culturas e promover a igualdade da circulação de artistas, dando ao público a oportunidade de conhecer músicos com origem em geografias ou propostas estéticas que encontram menos espaço no circuito comercial da música ao vivo.

Um festival de serviço público que nesta edição acolherá músicos de 39 países / regiões de todos os continentes: Alemanha, Argélia, Austrália, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Cuba, Egito, Espanha, Etiópia, EUA, Finlândia, França, Gana, Hungria, Itália, Jamaica, Líbano, Mali, Moçambique, Palestina, Paquistão, Polónia, Portugal, Povo Tuaregue, Reino Unido, Senegal, Síria, Suíça, Tunísia, Turquia, Rep. Tuva (Rússia), Venezuela e os estreantes Bahrein, Bielorrússia, Chipre, Eslovénia, Sudão e Zimbabué.

O alinhamento põe lado a lado artistas e grupos de currículo cheio, como Bulimundo, Huun-Huur-Tu, Inner Circle, Kimmo Pohjonen, Kroke, Maravillas de Mali e Oliver Mtukudzi, e artistas da nova geração, como BaianaSystem, Elida Almeida, Sofiane Saidi, Sons of Kemet e Vieux Farka Touré.

Os primeiros quatro dias de música (19 a 22 de julho) acontecem no Largo Marquês de Pombal, na aldeia de Porto Covo, e os seis dias restantes (23 a 28 de julho) passam-se no centro histórico da cidade de Sines (Largo Poeta Bocage, Centro de Artes de Sines, castelo medieval e passeio marítimo - Av. Vasco da Gama).

Dos 59 concertos programados, apenas 22 são de entrada paga, os realizados no auditório do Centro de Artes e os concertos noturnos no Castelo. Os restantes 37 concertos, quase 2/3 do programa total, são de entrada livre, incluindo todos os que estão programados para Porto Covo e para os palcos da Avenida Vasco da Gama e do Largo Poeta Bocage. Também são gratuitos os concertos no Castelo ao fim da tarde.

Os bilhetes para os concertos noturnos no Castelo (25 a 28 de julho) já estão à venda, sendo o seu custo diário de 10 euros (25 de julho), 15 euros (26 de julho), 15 euros (27 de julho) e 20 euros (28 de julho). O passe para as quatro noites custa 50 euros e o passe para as noites de 27 e 28 de julho custa 30 euros.

O FMM Sines é organizado pela Câmara Municipal de Sines desde 1999. Em 2017, recebeu o EFFE Award, atribuído pela European Festivals Association a “seis dos mais influentes festivais europeus”, tendo o júri destacado o papel deste festival na promoção de “uma diversidade real – não uma diversidade cosmética” e por constituir uma “celebração da arte, da vida e do espírito cosmopolita”.

Por onde vamos passar em 2018

A grande viagem do FMM Sines 2018 começa em Portugal. Do país anfitrião do festival, ouviremos fado (Aldina Duarte), experimentações eletrónicas sobre música tradicional (Live Low), uma voz com ligações à América do Sul (Susana Travassos) e três representantes da Lisboa das mestiçagens africanas (Fogo Fogo, Sara Tavares, Scúru Fitchádu). Uma Lisboa com ligações a Cabo Verde, arquipélago que trará a Sines uma lenda viva (Bulimundo) e um dos seus talentos emergentes (Elida Almeida).

Será também uma das edições mais ricas em música do Norte de África, com músicos que cruzam as fronteiras do Magrebe (AMMAR 808, DuOud, Sofiane Saidi & Mazalda, ŸUMA), passam pelo deserto do Sahara (Imarhan) e chegam ao Cairo metropolitano (Maryam Saleh, Maurice Louca & Tamer Abu Ghazaleh's Lekhfa).

Do Mediterrâneo oriental, o FMM Sines recebe uma voz pop alternativa do Líbano (Yasmine Hamdan), uma banda do espaço conturbado dos Montes Golã - território sírio ocupado por Israel (TootArd), duas expressões de modernidade da música com origem na Turquia (BaBa ZuLa, Derya Yıldırım & Grup Şimşek) e uma abordagem refrescante ao legado musical cipriota (Monsieur Doumani).

Os caminhos pela África subsariana começam no Mali, com um guitarrista de linhagem nobre (Vieux Farka Touré) e um clássico do cruzamento de música africana com música cubana (Maravillas de Mali, com a participação do convidado Mory Kanté). Avançamos depois pela música frafra do Gana (Guy One), pela "tuku music" de um embaixador do Zimbabué (Oliver Mtukudzi) e pelo manancial da música tradicional de Moçambique (Timbila Muzimba).

A África na diáspora também estará presente, pela via de transformações modernas do ethio-jazz (Gili Yalo) e das canções de retorno núbias (Alsarah & The Nubatones).

Do Brasil vem uma das delegações mais fortes que o festival já recebeu: duas bandas que estão na dianteira da nova música urbana atenta às raízes (BaianaSystem, Cordel do Fogo Encantado) e duas cantautoras empolgantes ao vivo e de conteúdo lírico incisivo (Karina Buhr, Tulipa Ruiz).

Ainda na América do Sul, percorremos a cena underground da Colômbia (Cero39, El Leopardo, Meridian Brothers) e fazemos uma incursão à sua música popular mais genuína (Carmelo Torres y Su Cumbia Sabanera). Da vizinha Venezuela, recebemos um expoente da música para cuatro (C4 Trío) e, da Jamaica, o grupo histórico do reggae Inner Circle.

Os EUA figuram no programa com músicos de visão cosmopolita com base em Nova Iorque (Barbez, Moon Hooch) e artistas da música negra que se faz na América profunda (Robert Finley, The Como Mamas).

Voltamos à Europa entrando pelo Reino Unido, de onde chega um grupo que abre o jazz ao hip hop e à música caribenha (Sons of Kemet), um duo de electro swing (The Correspondents) e uma trompetista que transporta a herança árabe para o jazz contemporâneo (Yazz Ahmed).

Da Europa continental, três países terão oportunidade de mostrar duas vezes em palco a diversidade da sua música: a Hungria (Lajkó Félix, Meszecsinka), a Polónia (Kroke, Sutari) e a Finlândia (Kimmo Pohjonen 'Skin', Pekko Käppi & K:H:H:L).

Entre a Europa e a Ásia, escutaremos música recolhida nas aldeias da Bielorrússia (Ethno-Trio Troitsa) e sonoridades das pastagens de república russa de Tuva (Huun-Huur-Tu).

Sendo a música um espaço vocacionado para o encontro, também terão lugar no FMM Sines os projetos que cruzam estéticas e geografias. Em 2018, o público poderá dançar ao som de um grupo de mbalax senegalês formado por um produtor alemão (Mark Ernestus' Ndagga Rhythm Force), uma experiência de fusão entre os ritmos de Cuba e da Jamaica (Havana meets Kingston) e uma colaboração de músicos franceses com um cantor paquistanês (Markus & Shahzad).

Finalmente, recebemos artistas cuja abordagem à música é universalista e sem marcação geográfica precisa, sejam eles um pianista parisiense com gosto pelas viagens (Chassol), um grupo de rock experimental de Barcelona (Seward), um trio franco-suíço e outro esloveno de música instrumental aventureira (La Tène, Širom) e um duo de guitarra clássica que cruza flamenco e metal nas ruas de Melburne (Opal Ocean).

Alinhamento por dias e palcos


Foto do topo: Alsarah & The Nubatones (c) Nousha Salimi